domingo, dezembro 04, 2005

Drogas



Há drogas que não se injectam,
drogas que não se inspiram,
há drogas que não se provam,
drogas que nunca se viram.
É uma droga que corre pelo sangue,
a droga da solidão...
Não passa de gang em gang,
está no meio da multidão.
São drogas que não são proibidas
e que infelizmente não são fatais,
é a droga da despedida
sempre que embora tu vais.
É a droga de não estares perto,
de eu sentir que estás perdida,
provoca em mim um aperto
a droga da minha vida.

1 Comments:

Anonymous Solange Moreira Diaz said...

De todos os poemas, acho que este é o que mais me conmove...
Gosto do seu jeito de escrever!

8:39 PM  

Postar um comentário

<< Home