sexta-feira, dezembro 02, 2005

Beco sem saída



São furacões,relâmpagos,tornados,
indomáveis vulcões em erupção,
iceberges sem rumo,dilúvios,ventos gelados,
fenómenos horriveis sem explicação.
São terremotos que põe tudo em ruinas,
ondas gigantes que invadem a terra,
pessoas que morrem por causa de minas,
pessoas que morrem por causa da guerra.
Os rios são esgotos que não têm fim.
Os oceanos cemitérios onde outrora houve vida.
O mal vive cada vez mais perto de mim
e eu estou num beco sem saída.
Tudo é feio,mau,violento...
Porque hei-de eu querer viver
se a torpe vida dura só um momento
e esse momento só serve para sofrer?

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Foste uma versão masculina e renascida da Florbela Espanca...ou uma alma perdida no meio de poetas loucos? Gostei muito deste,quase que retrata o mundo actual,a sociedade de hoje...os sentimentos urbanos e as revoltas solitárias.

5:28 PM  

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